Critica sobre o filme Warcraft 2016 - Anime City

Critica sobre o filme Warcraft 2016

O filme Warcraft 2016

Critica sobre o filme Warcraft 2016


 "A era das boas adaptações de jogos finalmente chegou", disse o diretor Duncan Jones em todas as entrevistas que antecederam o lançamento de Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos.


Em meio a promessas de trazer uma boa adaptação que vai agradar aos fãs do game e a um público não familiarizado com o universo, Jones assumiu imensa responsabilidade e instilou imensas expectativas no público. E talvez este seja o grande erro de Duncan nesta viagem: vender um filme extremamente ambicioso, mas acaba repetindo os erros das adaptações anteriores; novamente, o script é fatal.

Critica sobre o filme Warcraft 2016


Wacraft começa apresentando o mundo dos orcs e o mal que permeia o planeta, conhecido como Vileza. Depois de muito uso, Vileza tem consequências terríveis para o mundo dos Orcs, forçando-os a buscar um novo lar. Os orcs, em busca de um novo mundo para se estabelecer, encontram o dos humanos, conhecido como Azeroth. Como esta é a única esperança de sobrevivência da raça, seu líder, Gul'Dan (interpretado por Daniel Wu), abre um portal que leva diretamente ao mundo humano. É aqui que começa a trama principal, culminando no encontro dos dois mundos.


Na primeira cena, antes dos créditos de abertura, Duncan Jones mostra o que veio buscar. Com a apresentação do mundo dos Orcs, o diretor consegue aproveitar ao máximo o dinheiro investido pela Universal Pictures e Blizzard no filme, apresentando um mundo vasto e extremamente belo e apresentando também a raça Orc, toda CGI. O pensamento inicial pode ser que nada é real no filme, mas é exatamente o contrário: Jones consegue trazer expressão emocional à raça de criaturas, o que desperta algum afeto. O mais incrível é que Jones consegue manter essa qualidade ao longo do filme. Além de Avatar, é difícil pensar em um filme que atingiu um tamanho gráfico potencial como este.

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Outro destaque do filme se deve ao tom escolhido. Ao contrário das “fantasias medievais” que as pessoas estão habituadas a ver, que puxam mais para um lado mais sombrio e um pouco mais sombrio, Warcraft, embora tenha os seus momentos dramáticos, sai totalmente fora da norma, apresentando um filme extremamente dark. divertido e colorido. Jones ambiciona, mais uma vez, ir contra a corrente e buscar um filme visualmente muito diferente. Começando pelos Orcs: muito mais "inocentes" e emocionantes do que em filmes como O Senhor dos Anéis, por exemplo, até os humanos com sua armadura enorme e chamativa, que lembra muito o jogo.


Se Warcraft depende de um filme mais otimista e colorido, seu cenário foge completamente disso, apresentando uma história mal escrita e totalmente confusa. O roteiro escrito por Duncan Jones, Charles Leavitt e Chris Metzen insiste em apresentar vários personagens, sem nunca escolher seu protagonista. Por mais interessante que seja a profusão deles na história, a insistência em nunca escolher um como o "herói da história" torna quase impossível cuidar dos personagens.

Critica sobre o filme Warcraft 2016


Basicamente, o filme começa e termina e você não sabe o nome de ninguém e também percebe que não se importa com os personagens do filme. Dos “protagonistas” humanos mal apresentados e mal contextualizados, aos três principais Orcs, igualmente mal apresentados - com exceção de Durotan - e mal contextualizados, é impossível cuidar de qualquer um deles.


Mesmo em termos de script, o outro problema claro é a falta de explicação. Duncan insiste em fornecer diversos fan services - puramente gratuitos - aos fãs do jogo e tenta criar uma história épica (dividida em três partes, pois Duncan já anunciou que está planejando uma trilogia), esquecendo-se do mais importante: contar um bem e história despretensiosa. Em seu bombardeio e megalomania, Jones tenta criar um imenso universo repleto de possibilidades, mas se esquece de manter a simplicidade e se concentrar no desenvolvimento dos personagens do filme. Além disso, falta contextualização. Isso fica evidente desde o início, quando o filme apresenta o mundo humano sem explicar as relações de cada personagem e o propósito de cada pessoa. Resumindo: para quem não conhece o jogo, o filme pode ser um desastre total.

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